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Paris dia 4: Museu do Louvre

  • Writer: Spritz Carbonara
    Spritz Carbonara
  • Aug 29, 2025
  • 7 min read

Começamos nosso dia pegando um café preto no hotel e saímos em direção ao metrô Strasbourg - Saint Denis. Nosso horário no Museu do Louvre estava agendado para o meio dia e por conta disso, já nos preparamos para conhecer melhor a região. Paramos na estação Saint-Michel para tentar entrar na Saint-Chapelle construída em 1248 no estilo gótico e sendo super famosa pelos vitrais que contam a história da época e devem ser maravilhosos. Devem ser, porque não conseguimos entrar tamanha a fila para comprar o ingresso na hora e ficamos com receio de atrasar a nossa entrada para o museu. Existem alguns passeios que, mesmo que você opte por não entre no lugar, vale a pena para observar a arquitetura exterior, mas nesse caso, a igreja se localiza dentro do complexo do antigo Palácio Real que é sim bonito, mas não muito impactante na nossa opinião e não conseguimos ver nada além da pontinha da torre. Então se quiser ir, entre mesmo!


Île de la Cité e Notre Dame

Quando acontecem coisas que não controlamos durante a viagem tentamos tirar o melhor proveito e nesse caso, percebemos que estávamos na famosa Île de la Cité que foi simplesmente onde Paris nasceu! Além da Saint-Chapelle, a igreja mais famosa da cidade fica na ilha: Notre Dame. Por conta do incêndio que aconteceu em 2019 e as reformas que estavam a todo vapor, não foi possível visitar e ver bem a estrutura como um todo porque tapumes fechavam tudo menos a fachada e essa assim, fechada ou aberta para visitação é de tirar o fôlego de tão imponente.


Île de la Cité e a Igreja Notre Dame
Île de la Cité - Notre Dame.

Place de la Concorde

Saímos da região da Île de la Cité e pegamos um metrô para a Place de la Concorde. Essa praça é tem uma visão 360 graus especialmente interessante. De um lado olhamos para o começo do Jardim das Tulherias, do outro, vemos o Arco do Triunfo ao final da Champs Elysées, no horizonte mais a frente vemos a Torre Eiffel. Hoje a praça vive uma convivência harmônica entre os parisienses mas nem sempre foi assim. Foi nela que, em 1793 durante a Revolução Francesa, foi palco do marco final da monarquia francesa com a execução em praça pública da então rainha da França: Maria Antonieta. No local exato que estava a guilhotina hoje é habitado pelo obelisco presenteado à Paris pelo Egito que tem mais de 3.000 anos. Não sei vocês, mas eu acho muito louco pensar no tanto de história que as cidades carregam, fico tentando imaginar exatamente como eram os dias naquela época.



Jardim das Tulherias

O Jardin des Tuileries é um pedaço do paraíso em Paris. Foi Catarina de Médici (vamos falar muito da família Médici nos conteúdos de Firenze) que mandou construir tanto o jardim como o palácio das Tulherias. Tuiles em francês significa telhas e o local era antes ocupado por olarias que fabricavam telhas, daí o nome.

O espaço é imenso, fica no primeiro arrondissement uma das regiões mais nobres da cidade. O jardim é milimetricamente pensado e foi inspirado no estilo renascentista, claro. Nós ainda pegamos muitas flores contrastando com o início do outono com folhas começando a caírem e amarelarem.

Paralelo ao jardim, você encontra hotéis excêntricos e luxuosos na Rue de Rivoli como o Le Meurice que existe desde 1771 e que já teve uma cena de Emilly in Paris gravada por lá além também da primeira loja da Angelina que opera como um salon de thé (casa de chá) e também como confeitaria.



Angelina Rue de Rivoli

A Angelina está espalhada por vários locais em Paris mas o espaço na Rue de Rivoli foi o primeiro aberto em 1903 e foi o point da aristocracia francesa além claro, de nomes muito conhecidos frequentarem o mais famoso salão de chá da cidade: Coco Chanel, Proust e Audrey Hepburn.

Mesmo muito famosa pelos chás, a confeitaria é conhecida pelas sobremesas incríveis e nós provamos obviamente! A fila para o salão de chá estava enorme e como podem perceber, detestamos fila! Então fizemos nosso pedido no balcão, sentamos em uma cadeirinha ao lado do Louvre e sério, não poderia ter sido melhor! Pedimos croissant, mont-blanc, o famoso chocolat choud e macarrons, tudo fantástico! Um único arrependimento: não ter experimentado uma éclair, a nossa bomba de chocolate.



Museu do Louvre

Chegou finalmente um dos momentos mais aguardados da viagem, visitar o museu mais famoso do mundo e que guarda peças icônicas da história do MUNDO. A admin que escreve já tinha visitado o Louvre quando morou em Portugal em 2012 e posso dizer que as filas para pegar o ingresso na hora podem ser quilométricas. Por conta disso, compramos ingressos antecipados, nesse link você consegue comprar antes e aproveitar mais a viagem e menos filas!


Entrando no Louvre

Muitas pessoas acham que existe uma única entrada para o museu - a da pirâmide - e acabam enfrentando fila a toa! Além da pirâmide existem: Porta dos Leões (por onde nós entramos e não pegamos fila), Passage Richellieu, Carrousel du Louvre (ótimo para dias chuvosos - nós saímos por essa). É muito importante verificar se a entrada que escolher estará aberta porque elas podem ter horários diferentes.

Porta dos Leões - entrada do museu do Louvre
Entrada para o museu do Louvre - Porta dos Leões.

Monalisa e as Bodas de Caná

As entradas no museu acontecem de meia em meia hora e o grupo de pessoas que comprou no mesmo horário começam a ser liberados para entrar 5 minutos antes do agendado. Assim que entramos, pegamos o mapa do museu e fomos direto ver a Monalisa e aqui vai uma dica de ouro: geralmente as pessoas seguem a recomendação dos mapas e com isso vai acontecendo o movimento manada ou seja, todos tendem a começar juntos e chegar nas mesmas obras juntos fazendo com que a Monalisa que já é bem quista, fique abarrotada de pessoas. Além de não-fãs de filas somos SUPER FÃS de movimentos contra-fluxo. Quando chegamos para visitar o olhar mais enigmático, a sala estava razoavelmente vazia e ficamos bem pertinho.


Quadro da Monalisa de Leonardo Da Vinci
Monalisa - Da Vinci.

A Mona é realmente incrível e o Da Vinci arrasou mas gente!!!! Do outro lado da sala, o Paolo Veronese fez uma das obras mais monumentais: Bodas de Caná conta a história do primeiro milagre de Jesus transformando água em vinho e aqui precisamos falar da arte que é isso: o quadro mede 6,77m x 9,94m, é pintado em perspectiva que remonta um período de ruptura na história da arte e levou 15 meses para ficar pronto. Nos sentimos duas formiguinhas abismadas com tamanha grandiosidade! Vocês também ficam se perguntando como existia tamanha precisão naquela época com tantas limitações? Eram gênios realmente!


Quadro Bodas de Caná de Veronese
Bodas de Caná - Veronese.

Chegamos à parte que deixa qualquer pessoa sem fôlego: os tetos do museu. Sério, você entra em uma sala, olha para as obras e paredes maravilhosas, e de repente percebe que o teto é uma obra à parte. É tanta riqueza de detalhes, afrescos, molduras douradas, que você não sabe se olha para o chão, para as paredes, para os quadros ou para cima. Cada ala tem sua própria atmosfera, cada corredor parece um palácio dentro do palácio e a sensação de imensidão é impressionante. A cada passo, surge uma surpresa, uma pintura, uma escultura, uma perspectiva que te faz sentir que um dia é simplesmente pouco para absorver tanta história e beleza. No Louvre, você percebe que não está apenas visitando um museu e sim passeando por séculos de arte, arquitetura e grandiosidade reunidos em um só lugar. UFA QUE COISA LINDA!



Place Vendôme

Bem perto do Louvre e Jardim das Tulherias está a Praça Vendôme que concentra hotéis e lojas de luxo como Hotel Ritz. Não por menos, a região é impecável e parece que reluz durante a noite. Estava chegando a época de Natal e as lojas já estavam começando a montar as vitrines mágicas, uma mais bonita que a outra.

Place Vendôme
Place Vendôme.

Luzes da Torre Eiffel

Logo ao anoitecer, de hora em hora, nos primeiros 5 minutos são acesas as luzes piscantes da Torre Eiffel e nós conseguimos chegar a tempo de ver! Fomos até a praça do Trocaderó a noite e apesar do frio começar a bater mais forte, pegamos um sanduíche de salmão defumado nos carrinhos que ficam por lá e esperamos começar. Às 19 horas em ponto o show de luzes começou! É um momento que precisa ser vivido realmente, é mágico.



Bistrô Paul Bert

Ainda no Brasil, fizemos uma curadoria de restaurantes que pareciam ser tudo e mais um pouco. Tínhamos separado os MUST TO e o Bistrot Paul Bert era um deles. Se achamos que o restaurante vale a pena, somos capazes de atravessar a cidade para viver essa experiência. Foi exatamente o que aconteceu, saímos do primeiro arrondissement e fomos até o décimo primeiro arrondissement. Pegamos o metrô na estação Trocaderó, descemos na estação Charonne e andamos por cerca de 5 minutos totalizando cerca de 35 minutos de trajeto em uma única linha, o que foi fantástico! Não conseguimos reserva mas resolvemos arriscar e, em sorte, conseguimos uma mesa do lado de fora. Uma dica que fazemos e geralmente funciona: se não conseguir uma reserva, esteja no restaurante cerca de 15 minutos antes dele abrir e fale que gostaria de jantar mas não conseguiu mesa. Eventualmente o restaurante consegue acomodar. De qualquer forma, se tiver muita vontade de conhecer, reserve! Pegue o contato pelo Google ou redes sociais, ligue e se programe para isso.


Mesas externas do Bistrot Paul Bert em Paris
Bistrot Paul Bert - mesas externas.

Menu e nossas escolhas

O menu do bistrô muda de tempos em tempos e são colocados diariamente na lousa. Coincidentemente, nós sentamos exatamente onde ela estava! Foi muito local, nos sentimos parisienses mesmo mas temos que confessar que tivemos um pouco de dificuldade em entender a letra. Por fim optamos por: fricassée de champignons, filet de bouef au poivre, soufflé au grand marnier e o bom e velho companheiro: vinho da casa.


Menu do Bistrot Paul Bert em Paris
Menu Bistrot Paul Bert.

Estava tudo espetacular porém o filé au poivre e o soufflé au grand marnier ganharam todas as estrelas da noite, execução impecável! Chegamos tão cansados depois de um dia intenso que nem paramos para tirar fotos dos pratos, apenas devoramos. O soufflé que foi uma obra de arte, resistimos ao cansaço e está aqui embaixo para verem com os próprios olhos.


Soufflé au Grand Marnier do Bistrot Paul Bert em Paris
Bistrot Paul Bert - Soufflé au grand marnier

O restaurante, que está presente no Guia Michelin, oferece uma experiência clássica parisiense e tudo isso envolve um certo investimento - os valores dos pratos foram os mais altos que pagamentos nessa série. CONFIA, vale a pena!


Encerramos o penúltimo dia em Paris, acompanhe o próximo post da série que vamos contar tudo de como foi nosso último dia e podemos dizer que fechamos com chave de OURO!


Bisous, à bientôt!


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