Paris dia 3: Versailles, Torre Eiffel e Ponte Alexandre III
- Spritz Carbonara

- Aug 28
- 4 min read
Updated: Aug 30
Nosso dia começou com a nossa visita planejada para o Château de Versailles. O palácio não fica em Paris então calculamos o trajeto de metrô e trem para chegar até lá. Já vamos começar com a maior dica de todas: os passeios para Versailles são com hora marcada e tínhamos visto que os trens (RERs) saíam de quinze em quinze minutos mas na verdade, os trens saíam de meia em meia hora. Quando chegamos na estação, percebemos que o trem estava saindo no mesmo momento que pisamos nela, nem adiantava correr. Esperamos por 30 minutos até o próximo chegar mas chegaríamos MUITO em cima da hora, então saímos correndo, literalmente corremos por Versailles até chegar no château. Muitas pessoas estavam fazendo a mesma coisa, o que torna tudo mais cômico. Chegamos com 5 minutos de atraso e percebemos que os horários não são TÃO restritos, de qualquer forma atrasos a partir de 15 minutos, você perde a sua vez - ou seja: é bom se planejar com esses pontos e sempre olhe os horários dos trens.
Como chegar até Versailles
Nosso trajeto foi: pegamos o metrô na estação Bonne Nouvelle e descemos na estação Alma-Marceau. Saímos do metrô e atravessamos a Pont de l'Alma até o outro lado do rio Sena, onde tivemos a agradável surpresa de ver a Torre Eiffel no horizonte maravilhosa durante o amanhecer. Viramos na rua Quai Jacques Chirac e já demos de cara com a estação Pont de l'Alma RER que é onde pega o trem até Versailles e então deve descer na estação Versailles-Chantiers. Depois disso, é praticamente seguir o fluxo porque 99% das pessoas que descem lá estão a caminho do palácio. A caminhada é linda e a chegada é emocionante!
Ingressos e filas
Nós já tínhamos os ingressos comprados, isso faz com que você otimize MUITO o seu tempo durante viagens. Nesse link você consegue comprar o ingresso antecipadamente para entrar no palácio e no jardim e ser plenamente feliz na visita.

Entrada no Palácio
Quando entramos no château e demos de cara com a capela, quase caímos para trás de emoção. Nenhuma foto é capaz de traduzir a imensidão do lugar, tanta história, tanta arte, tantos detalhes. A visita estava apenas começando e nós muito empolgados, claro!

Resumo rápido da história: o château era um lugar de caça do Luis XIII mas foi o seu filho, Luis XIV, que transformou todo o espaço em um dos maiores palácios do MUN-DO a partir de 1661. Fica evidente que é um dos maiores símbolos do absolutismo francês. São 2300 cômodos entre salões, gabinetes, escadarias, capelas e aproximadamente 700 quartos construídos em uma área total de 60 mil metros quadrados e jardins de tirar o fôlego dispostos em 800 hectares com fontes, lagos, estátuas e afins. UFA! É lindo de viver! Tão grandioso que fizemos o passeio dentro do palácio a pé e compramos ticket do trem para otimizar nosso passeio pelo jardim, vale a pena o investimento e esse ingresso é vendido lá mesmo na hora.
Nossa dica é: compre seu ingresso para os primeiros horários da manhã, geralmente é mais vazio! O palácio tem lugares para comer e aproveitamos para conhecer a Angelina, muito famosa pela confeitaria e seu chocolate quente, está espalhada por vários lugares do passeio além dos restaurantes que podem ser encontrados no jardim, onde paramos para tomar um vinho e nos aquecer um pouco. O dia foi longo, caminhamos muito passando também pelo Grand Trianon, Petit Trianon e o vilarejo da rainha Maria Antonieta (um dos meus lugares preferidos de tão pitoresco, parece que saiu de um filme!).




Andar pelos corredores de Versailles é quase como entrar em uma máquina do tempo. Cada salão tem sua própria personalidade: lustres imensos, pinturas que parecem ganhar vida e tapeçarias tão bem preservadas que a gente fica de queixo caído. A famosa Galeria dos Espelhos, por exemplo, é de tirar o fôlego – são centenas de espelhos refletindo a luz natural que entra pelas janelas voltadas para os jardins, criando um efeito mágico. A sensação é de que tudo foi pensado para impressionar quem entrasse, e olha… até hoje funciona.
Os jardins, então, são um espetáculo à parte. Caminhar por aqueles caminhos perfeitamente simétricos, com estátuas, lagos e fontes musicais espalhados por todos os cantos, faz a gente entender por que Versailles é considerado um dos maiores símbolos de poder e sofisticação da França. É impossível não se perder um pouco por lá, tanto no mapa quanto no tempo, porque cada cantinho parece merecer uma pausa para contemplação. É o tipo de lugar em que a gente não sabe se olha para a natureza, para a arquitetura ou para a história — porque tudo acontece ao mesmo tempo e deixa a visita ainda mais inesquecível. Passeamos por 5 horas e voltamos para Paris para visitar ela: a torre.
Volta à Paris e a Torre Eiffel
Cansados mas ainda animados, voltamos para Paris com destino ao ponto turístico mais visitado do mundo: ela, a Torre Eiffel! O dia estava lindo, céu azul e as folhas das árvores ficando amareladas por conta do outono, contraste perfeito. Caminhamos, tiramos fotos e fomos até o Trocadéro durante o dia. No post Paris dia 4 vocês podem conferir como foi nossa experiência para ver as luzes da torre piscando ao anoitecer!

Depois disso, fomos andando pelas ruas sem rumo e coincidentemente, caímos na Ponte Alexandre III - ma-ra-vi-lho-sa, arquitetura excepcional com vista para a torre.

Caminhamos mais um pouco e conhecemos o Grand Palais e o Petit Palais, não entramos porque àquela altura estávamos exaustos. Apesar de uma cidade enorme, os principais pontos turísticos são facilmente "andáveis"desde que tenha um bom planejamento. Nesse dia batemos nosso recorde de passos, foram 23km - uma meia maratona praticamente! A cada olhar, pensávamos que cidade LINDA! Paris é assim, a mistura da cidade grande com cantinhos encantadores, arquitetura imponente e detalhista.
Acompanhe aqui para o dia 4: Le Louvre.
Bisous, à bientôt!


















